Tudo que você sempre quis saber sobre o Afropunk Festival

Olaaaar clôguidores!!! Tudo bem?

2017 já chegou na metade e, com isso, trouxe o início de uma temporada que me deixa pra lá de ansiosa e animada: é tempo de Afropunk, mozys! Quem já me acompanha nas redes provavelmente sabe que eu amo/sou esse festival e tudo que ele representa. Já tive a oportunidade de ir em três edições, quem quiser pode ler sobre todos os baphys que eu vivi por lá antes de seguir nesse post onde eu pretendo mergulhar no universo Afropunk e contar tudo para vocês:

Clica aqui para o Afropunk Brooklyn 2015

Clica aqui para o Afropunk Paris 2016

Clica aqui para o Afropunk Brooklyn 2016

Estamos prontos, vamys!

BREVE HISTÓRIA DO AFROPUNK FESTIVAL

Essa bela história de sucesso (kkk) começou lá em 2003, quando um documentário de mesmo nome começou a ser produzido por Matthew Morgan e dirigido por James Spooner. “Afropunk”, o doc, foi um filme sobre os jovens negros da cena punk-indie rock-hardcore que trazia várias entrevistas e foi recebido calorosamente pela comunidade. Esses moleques precisavam conhecer uns aos outros e essa foi uma forma lacry de fortalecer a cena. Logo eles começaram a trocar muita ideia em fóruns pela internet, e assim, em 2005, rolou a primeira edição anual do Afropunk Festival.

Esse primeiro fest aconteceu num lugar bem icônico de Nova York, o Brooklyn Academy of Music (BAM), e veio celebrar e unir essa comunidade que havia se fortalecido com o documentário em torno de música, skate e da ideia de indivíduos diversos, cheios de personalidade, força e respeito. O festival aconteceu de maneira espontânea, e contou com shows, exibição de filmes e até um piquenique. Ali, gratuitamente, as pessoas compartilhavam as mesmas paixões.

Foto: Roncca

O QUE MUDOU

De lá pra cá muita coisa aconteceu, mygles. O Afropunk cresceu muito e se tornou um festival internacional, reunindo um line-up cada vez mais monstro; nomes como Ice Cube, Janelle Monáe, Saul Williams, Tyler The Creator, Suicidal Tendencies, Chuck D e muitos outros já passaram por seus palcos. De centenas de pessoas, as edições passaram a reunir milhares de pessoas (tipo 60 mil, tá wyglos). Além disso, o fest (infelizmente kkk) não é mais gratuito, o que é defendido por Morgan como uma forma de investir neles próprios. Mas rola um esquema de trabalho voluntário por meio do qual é possível curtir o Afropunk de grátis.

Que tal assistir a esse minidoc da imOTHER pra sacar um pouco mais do Afropunk? 

Além disso, o Afropunk virou um evento internacional, com edições em outros países além da já consolidada edição do Brooklyn. Pensa que é brincadeira, mores? O rolê aumentou tanto que em 2017 serão cinco, EU DISSE CINCO, edições (clica no link de cada uma pra saber todos os baphys e detalhes):

Paris: 15 e 16 de julho

Londres: 22 e 23 de julho

Brooklyn: 26 e 27 de agosto

Atlanta: 14 e 15 de outubro

Johannesburg: 31 e 31 de dezembro

E sim a dyva fritness aqui vai para todas <3.

Bem raynha esperany a hora de mais um Afropunk. / Foto: Roncca

Os line-ups das edições desse ano são tiro atrás de tiro, mas eu separei cinco artistas que eu gosto demais e que vão participar dessas primeiras edições em Paris/Londres, e acho que todo mundo deve conhecer!

Baloji

O rapper é de Lubumbashi, na República Democrática do Congo. Foi morar na Bélgica aos 4 anos e, na Europa, absorveu tudo que é tipo de referência musical, até se tornar adulto e se voltar às suas raízes, produzindo um som cheio de referências, quase inclassificável,  repleto de citações aos ritmos africanos. Curiosidade: Baloji significa “bruxo” em swahili.

Macy Gray

Dyva é dyva, né mores?! E a cantora americana Macy Gray certamente é uma grande dyvona maravilhosa. Macy é uma mulher potente, poderosa. Fala abertamente sobre sexualidade, tem um timbre incomparável e faz Soul e R&B de qualidade incontestável. Ansiosa pelo show!

Mos Def

Também conhecido como mozão, Mos Def é um dos mais consagrados rappers americanos, além de ator ele me segue no instagram (kkkk). Nascido no Brooklyn, seu verdadeiro nome é Yasiin Bey, o nome artístico vem da expressão em inglês “most definitely”. Seu som é articulado e politizado (claro!) e no final do ano passado ele chegou a anunciar aposentadoria musical, coisa que — obrygada deusa! — ainda não aconteceu.

Petite Noir

Um som bastante único do Yannick Ilunga, jovem sul-africano que é produtor, multi-instrumentista, todo cool e que define seu som como um “new wave noir com uma estética africana”. “Se eu fosse um país, estaria na linha do equador”, ele diz. É bem moderno, wyglos, escutem agorinha kkk!

Ah, pra quem quiser descobrir mais sons lacratyvos que eu descobri e/ou amaaay ver ao vivo nas minhas andanças Afropunkyanas, clica aqui que tem um post baphy de projetos musicais foda! 

PORQUE AMAR O AFROPUNK?

É muito importante entender que o Afropunk é muito, muito mais do que um festival. É antes de mais nada um movimento, o que a gente já conclui pela forma fluida com que surgiu e evoluiu. Era um espaço e um acontecimento necessários, e que segue se desdobramento nas nossas vivências. É um lugar de pertencimento, de reconhecimento dos nossos pares e de respeito às diferenças, e é uma coisa lynda e emocionante de viver de perto, portanto, se tiverem a chance a condição, por favor, não hesitem em ir!

“And NO TRUMPISM e FORA TEMER”!

Pra mim, qualquer lugar onde a gente possa reconhecer e valorizar a nossa negritude e, além disso, exercer o nosso estilo pessoal, por mais louco e particular que seja, vai me despertar interesse e encanto. É o tipo de coisa na qual acredito, é o tipo de ideia que eu tento passar adiante ao ser quem eu sou, e é por isso mesmo que não tem como não amar o Afropunk!

Fotos: Roncca

:)))

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